sa-ico-1.gif - 683 BytesHome sa-ico-1.gif - 683 BytesGrêmio Sumaúma

O Haicai Brasileiro

Palestra proferida em 21/10/2000, em louvor da instalação do Grêmio Sumaúma de Haicai

Edson Kenji Iura

Amigos e amigas,

É a primeira vez que viemos ao Amazonas. E gostaríamos imensamente de agradecer a Anibal Beça e Rosa Clement, que de tudo fizeram para que pudéssemos estar aqui. Uma coisa é chegar a um lugar novo, sem conhecer ninguém, e outra coisa chegar ao mesmo lugar, mas cercados por amigos. E nós temos a felicidade de ter muitos amigos no Amazonas, e a felicidade maior ainda de que todos esses amigos os fizemos através do haicai.

Nós viemos da cidade que tem o ar mais poluído do Brasil e que tem uma carência absoluta de áreas verdes. Não obstante, lá os haicaístas se agarram a cada nesga de natureza e compõe haicais maravilhosos. Hoje, estamos no coração do Amazonas, cercados da maior biodiversidade da Terra. Imaginem quantos belos haicais não poderão ser produzidos aqui. Neste instante bonito de instalação do Grêmio Sumaúma de Haicai, temos a coragem de prever que o Amazonas irá se transformar no verdadeiro País do Haicai antevisto pelo poeta japonês Kyoshi Takahama há 70 anos atrás.

Quanto ao haicai, o professor Carlos Felipe Moisés, da Universidade de São Paulo, escreveu em um artigo que esta é a forma fixa mais praticada no Brasil, sustentando que há mais haicaístas no século 20 do que sonetistas no século 19. Na verdade, esta forma poética tão popular tem uma longa tradição no Brasil, que procuraremos mostrar aqui.

Durante os tempos de Bashô, o Brasil era uma colônia de Portugal. Enquanto isso, os jesuítas catequizavam os povos ao redor do mundo, seguindo o rastro dos navegadores portugueses e espanhóis. Os portugueses foram os primeiros europeus a chegar ao Japão, em 1543. E em 1604 o padre João Rodrigues, em seu trabalho "Arte da lingoa de Iapam", deu a primeira notícia do haicai ao mundo:

"Ha hua sorte de versos a modo de renga que se chama: Faicai, de estillo mais baixo & o verso he de palavras ordinarias, & facetas a modo de verso macarronico, & este modo de Renga, posto que nam tem tantos preceitos como a verdadeira, o numero de versos pode ser o mesmo. E pode começar pello segundo verso de sete sete, que se chama Tçuquecu, & continuar com cinco sete cinco".

Apesar deste registro tão antigo, não há outras ocorrências importantes na história do haicai no ocidente até a segunda metade do século 19, quando novos viajantes ocidentais redescobriram o Japão, que se abria para o mundo após dois séculos de auto-reclusão. Dentre estes visitantes, os franceses merecem atenção especial por causa da forte presença da cultura francesa no Brasil. A segunda língua da elite brasileira era o francês e era através de livros escritos em francês ou traduzidos para essa língua que os brasileiros se mantinham informados sobre o que acontecia no mundo. Entre as novidades trazidas por esses livros, estava o haicai japonês. E um dos principais divulgadores do haicai na Europa era Paul-Louis Couchoud, que escreveu "Sages et poètes d´Asie", em 1918.

Este título é citado nominalmente no rodapé do prefácio do livro "Trovas Populares Brasileiras", escrito por Afrânio Peixoto em 1919. Neste prefácio, apesar de ser de um livro sobre trovas, Afrânio faz uma comparação destas com o haicai japonês, citando pela primeira vez nomes como Bashô, Moritake e Buson, e traduzindo alguns haicais para o português. Este livro é considerado a primeira introdução escrita ao haicai no Brasil, e evidencia a origem francesa do haicai brasileiro.

No tempo de sua introdução, o haicai impressionou os brasileiros primeiramente por sua brevidade, dada a possibilidade de se poder atribuir grande significado no espaço de apenas 17 sílabas. E logo foi adotado pelos poetas como uma forma poética exótica, onde eles podiam exercitar o seu virtuosismo encaixando pensamentos líricos, fórmulas de sabedoria e pérolas humorísticas no espaço de um terceto de 5-7-5 sílabas sem rimas.

Há alguma controvérsia sobre qual teria sido o primeiro haicai escrito no Brasil. É provável que muitos poetas tenham experimentado o haicai desde o início do século, mas a primeira publicação significativa foi um ensaio de Afrânio Peixoto, de 1928, intitulado "O haikai japonês ou epigrama lírico - um ensaio de naturalização", ao qual se segue um apêndice de 49 haicais, muito provavelmente da autoria do próprio Afrânio, apesar dele mesmo atribuí-los "ao mais íntimo de meus amigos". Vejamos alguns exemplos:

Mallarmé ou Valéry

Fiz uma charada:
Não sabia que isto é hoje
A poesia pura.

Opinião sobre modas

Observei um lírio:
De fato, nem Salomão
É tão bem vestido…

"Anch'io"

Na poça de lama
como no divino céu,
Também passa a lua.

Comparação

Um aeroplano
Em busca de combustível…
Oh! é um mosquito.



A fórmula inicial de um terceto de 5-7-5 sílabas sem rimas apresentou alguns problemas aos poetas da época. Apesar dos ventos modernistas, a influência parnasiana ainda era forte e deste ponto de vista os poetas sentiam a falta de ritmo e musicalidade dentro da estrutura assimétrica de 5-7-5, especialmente pela falta de rima.

Preocupado com esta questão, Guilherme de Almeida (1890-1969) desenvolveu uma nova maneira de escrever haicais, que influencia poetas até hoje. Ele conservou a métrica de 5-7-5 sílabas, mas rimando o 1o e o 3o versos. E acrescentou uma rima interna no segundo verso, entre a 2a e a 7a sílaba.

Velhice

Uma folha morta
Um galho, no céu grisalho.
Fecho a minha porta.



A contagem de sílabas pode ser vista no esquema a seguir:

U-ma fo-lha mor-ta.
1   2   3   4   5

Um ga-lho, no céu gri-sa-lho.
  1    2    3   4    5    6   7

Fe-cho a mi-nha por-ta.
  1      2   3   4    5

Notem que este método gera um segmento de 5 sílabas interno ao segundo verso, somando com os 1o e 3o versos o total de 3 segmentos de 5 sílabas. Isso dota o haicai de uma forte cadência e musicalidade contra a estrutura original de 5-7-5.

Hoje, a despeito de ter criado uma fórmula genuinamente brasileira para o haicai, o modelo guilhermino é criticado tanto por aqueles que defendem estritamente a regra de 5-7-5 sem rima como por aqueles que defendem o uso de linguagem simples sem virtuosismos técnicos.

Eis mais alguns haicais de Guilherme de Almeida:

Caridade

Desfolha-se a rosa.
Parece até que floresce
O chão cor-de-rosa

Infância

Um gosto de amora
Comida com sol. A vida
Chamava-se "Agora".

História de algumas vidas

Noite. Um silvo no ar.
Ninguém na estação. E o trem
Passa sem parar.

O Haikai

Lava, escorre, agita
A areia. E enfim, na batéia,
Fica uma pepita.


Como vimos até agora, o haicai não chegou ao Brasil diretamente pelos japoneses. Apesar da intensa imigração japonesa para o Brasil antes da 2a Guerra, os contatos entre poetas brasileiros e japoneses eram raros. E até um poeta como Guilherme de Almeida, que freqüentou reuniões de poetas japoneses e conhecia razoavelmente a poesia japonesa não estava muito preocupado em aplicar as características do haicai tradicional aos seus próprios trabalhos.

Uma exceção notável foi o poeta paulista Jorge Fonseca Jr. (1912-1985). Entusiasta da cultura japonesa, freqüentou o Grêmio Cultural Nipo-Brasileiro, uma entidade de estudo da cultura japonesa que foi fechada com a segunda guerra. E lá ele encontrou informações sobre o haicai tradiconal japonês, especialmente após seu contato com o haicaísta H. Masuda Goga (1911).

Sob esta influência, ele publicou um livro de haicais intitulado "Roteiro Lírico" em 1939. Quase todos os haicais deste livro contém um "motivo ornamental brasílico", tirado da natureza brasileira, e este foi o primeiro movimento do haicai brasileiro para incorporar a idéia de "kigo" ou palavra de estação.

Em 1940 às vésperas da 2a guerra, ele participou de uma caravana de intercâmbio cultural de alunos e ex-alunos da USP ao Japão. Lá, ele se encontrou com Kyoshi Takahama, o líder da escola tradicional "Hototogisu", e teve a chance de aprofundar mais ainda seus conhecimentos sobre o haicai tradicional.

Quando voltou ao Brasil, ele tornou-se um divulgador do haicai, escrevendo para jornais e revistas. E talvez tenha sido o primeiro a usar em português a palavra kigo.

Seguem-se alguns de seus haicais:

Para o sol que morre,
o algodoal estende, grato,
um lençol imenso...

Ufa! que parece
que a gente vai caminhando
com o sol às costas!...

Escurece rápido.
Insistente, a corruíra
cisca no quintal...

Fundo de quintal...
Silêncio. No velho muro,
uns cacos de sol...


Olhando a assimilação do haicai no Brasil por outro aspecto totalmente diferente, temos o movimento concreto brasileiro, surgido no bojo dos diversos movimentos de vanguarda artística do pós-guerra, como a música eletrônica, a nouvelle vague do cinema francês e a pintura abstrata.

O movimento concreto brasileiro, oficialmente inaugurado em 1956 por Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Décio Pignatari, tinha como uma de suas mais polêmicas palavras-de-ordem a abolição do verso e a sua substituição por estruturas ideogramáticas, onde os poemas seriam compostos pela organização espacial de palavras e letras no espaço de papel, sendo grandemente influenciado pelas idéias de Ezra Pound.

Através das idéias de Pound, os concretistas brasileiros chegaram ao haicai. Mas não estavam interessados particularmente em compor haicai. Em vez disso, eles pesquisavam o papel dos ideogramas na poesia japonesa. Na verdade, eles centraram sua atenção nas relações entre os ideogramas, limitando o seu estudo a um aspecto muito técnico. Mas apesar disso, o movimento concreto desempenhou um papel importantíssimo na história do haicai no Brasil, por seu esforço de divulgar, publicar, traduzir e comentar o haicai japonês. Pela primeira vez, o haicai, que era considerado uma mera excentricidade exótica, ganhou respeito acadêmico e mereceu estudo sério por intelectuais brasileiros.

Para exemplificar, vamos citar o famoso haicai da rã de Bashô e sua tradução de 1958 por Haroldo de Campos:

Furuike ya kawazu tobikomu mizu no oto

O velho tanque.
O salto da rã.
Barulho de água.

O velho tanque
                        rã sal'
                                   tomba
                                               rumor de água

Notem o uso de uma justaposição de verbos a la James Joyce em "sal´tomba", como uma maneira de imita o verbo composto "tobikomu", que é uma estrutura absolutamente banal em japonês e não tem na linguagem comum o peso que lhe querem atribuir os conccretistas. As traduções concretistas são consideradas impróprias nos círculos haicaístas justamente porque se prendem demais a estes recursos técnicos, ao invés de usar linguagem simples.

Agora devemos assinalar o papel de Paulo Leminski (1944-1989) dentro do haicai brasileiro. Leminski foi influenciado tanto pelas técnicas ideogramáticas do movimento concreto quanto pela contracultura dos anos 60. Começou sua carreira poética publicando poemas na revista de Décio Pignatari, mas logo adicionou à formação concreta as informações do Zen e do haicai. Tinha conhecimento de língua japonesa, conseguindo traduzir do original. E nos anos 80 publicou uma biografia de Bashô - A lágrima do peixe, que se tornou muito popular e ajudou muito a divulgar o haicai.

O grande mérito de Leminski foi trazer o haicai da torre de marfim do lirismo em que se encontrava para a vida cotidiana, atribuindo elegância e bom-humor às experiências sensoriais mais triviais do dia-a-dia. O haicai não precisava mais vir de "um momento de elite", como propugnava Guilherme de Almeida. Esta nova proposta, em resumo é a essência do haicai tradicional. Apesar disso, seus haicais são muito livre em forma:

hoje à noite
até as estrelas
cheiram a flor de laranjeira

duas folhas na sandália
o outono
também quer andar

a palmeira estremece
palmas pra ela

para que cara feia?
na vida
ninguém paga meia


Paulo Leminski popularizou o haicai e preparou o terreno para o grande salto do haicai nos anos 80. E ainda hoje seu estilo tem muitos adeptos no Brasil.

Antes de chegarmos à atualidade do haicai em língua portuguesa, vamos falar um pouco sobre outra tradição de haicai, desenvolvida em solo brasileiro, que vem a ser o haicai dos imigrantes japoneses.

O primeiro haicai japonês escrito em terras brasileiras aconteceu ao mesmo tempo do desembarque dos primeiros imigrantes em nosso país, a 18 de junho de 1908. Nesse dia, o encarregado dos imigrantes, Shuhei Uetsuka, acompanhando o atracamento do navio ao porto de Santos, mirou as encostas da Serra do Mar fechando a sua visão do horizonte e escreveu:

Karetaki o miagete tsukinu iminsen

A nau imigrante
Chegando: Vê-se lá no alto
A cascata seca.

A partir disso não há outros registros importantes de atividade dos imigrantes no haicai. Mas em 1927, chegou ao Brasil Nempuku Sato (1898-1979), um mestre de haicai discípulo do famoso Kyoshi Takahama, com a missão específica de plantar a semente do haicai no Brasil. Kyoshi dedicou o seguinte haicai a Nempuku quando de sua partida:

Kuwa totte haikaikoku o hiraku beshi

Lavrando a terra
Plante também
Um país de haicai.

Nempuku iniciou um processo sistemático de ensino do haicai entre os imigrantes japoneses. Para ensinar haicai, viajava de trem para todos os lugares onde houvesse uma comunidade de imigrantes, onde oferecia seus préstimos. Estima-se que tenha deixado 6000 alunos entre os estados de São Paulo e Paraná. Sendo também dono de uma personalidade forte e centralizadora, cobrava lealdade absoluta de seus amigos e alunos, não permitindo dissidências. Desta forma, na época de sua morte, tinha conseguido construir o país de haicai desejado por seu mestre Kyoshi.

O grande mérito de Nempuku foi pela primeira vez pesquisar os kigos (palavras de estação) da natureza brasileira, conseguindo assim aclimatar o haicai original a um novo país, pois o kigo é a alma do haicai tradicional. Também teve de reaprender tudo o que sabia sobre o haicai tradicional, por constatações tão simples como a de que o inverno é no meio do ano e o vento frio é o que vem do sul e não o contrário como no Japão. Nempuku na verdade criou um novo haicai, totalmente brasileiro e adequado às condições da natureza e da terra brasileira.

Hoje a comunidade de haicaístas japoneses no Brasil se ressente de um problema grave que é a idade de seus membros. Com a integração cada vez maior dos descendentes de japoneses à comunidade brasileira, decresce o interesse em conhecer a língua japonesa, e assim não ocorre renovação nos quadros dos haicaístas. Esta situação seria mais triste se não fosse um fato alvissareiro, que é o crescente interesse dos poetas brasileiros em aprender a escrever haicai da forma tradicional, aproveitando a rica diversidade biológica de nosso país. Assim, a herança de Nempuku é preservada e se enriquece.

Eis um de seus haicais mais conhecidos:

Kaminari ya yomo no jukai no kogaminari

Um trovão estronda
E os trovõezinhos ecoam
Na selva em redor.

Vamos falar agora do primeiro grupo de estudos do haicai em português no Brasil, que veio juntar a tradição do haicai em língua portuguesa à tradição do haicai dos imigrantes legada por Nempuku Sato.

Em 1986, a revista Portal instituiu o primeiro Encontro Brasileiro de Haicai em São Paulo, reunindo poetas e interessados em cultura japonesa que buscavam discutir o haicai brasileiro. Como um dos resultados, alguns dos participantes se compromissaram a fundar um grupo de estudos de haicai, que foi inaugurado em 1987 com o nome de Grêmio Haicai Ipê. Este grupo era inicialmente liderado pelo haicaísta H. Masuda Goga, discípulo de Nempuku Sato, pelo poeta Roberto Saito, e pelo jornalista Francisco Handa.

Uma das primeiras preocupações do grupo foi levantar a produção haicaísta do Brasil, tendo como resultado a publicação em 1990 da antologia "100 haicaístas brasileiros", uma referência importante na história do haicai.

Como resultado de seus estudos, o grupo decide orientar sua produção conforme o modelo tradicional de haicai, o que leva à publicação de sua primeira antologia, em 1991, intitulada "As quatro estações", a qual pela primeira vez organiza haicais em português segundo o critério tradicional do kigo, ou palavra de estação.

Outro marco foi o lançamento da "Antologia do haicai latino-americano", de 1994, que faz um inventário da produção do haicai de língua espanhola e portuguesa em nosso continente.

E em 1996, dois de seus mais destacados membros, H. Masuda Goga e Teruko Oda, publicam "Natureza - Berço do haicai", o primeiro dicionário de palavras de estação em português do mundo, e um marco na divulgação do haicai tradicional no Brasil.

O Grêmio Haicai Ipê tem se destacado na difusão do haicai entre nós, tanto pela produção interna de seus membros como pelas palestras e oficinas ministradas para o público externo, com especial destaque para o ensino de haicai para as crianças. E sem sombra de dúvida é um ponto de referência obrigatório para quem deseja estudar haicai no Brasil.

Por último, não poderíamos deixar de falar da divulgação do haicai através do meio de comunicação mais moderno que existe. A entrada do haicai brasileiro na Internet se dá em 1996, por iniciativa nossa, com o surgimento do Caqui (http://www.kakinet.com), o primeiro sítio dedicado ao haicai em português na rede. O Caqui é um banco de dados, provendo o mundo poético de informações básicas sobre o haicai além de funcionar como um ponto de encontro e referência dos haicaístas brasileiros.

Falando em ponto de encontro, é importante registrar a existência da lista de discussão Haikai-l, fundada também em 1996, por iniciativa nossa e do Professor Paulo Franchetti, que reúne através de e-mail os principais representantes do haicai brasileiro através de discussões de alto nível sobre os mais variados tópicos do haicai e comentários sobre os haicais postados por seus membros.

Assim, partindo do início do século até nossos dias, chegamos ao fim desta preleção, fazendo votos que as sementes do haicai deitem firmes raízes no solo amazonense. Temos certeza de que o interesse no assunto tomará um grande impulso a partir de agora através do Grêmio Haicai Sumaúma, e estamos muito felizes por participar deste movimento.

Muito obrigado.

Principais referências bibliográficas:

H. Masuda Goga. O Haicai no Brasil. Editora Oriento, 1988.
Paulo Franchetti. Notas sobre a história do haikai no Brasil. Revista de Letras da UNESP, 34, 1994.
Carlos Verçosa. Oku - Viajando com Bashô. Secretaria da Cultura e Turismo da Bahia, 1996.