Cores da Rua
De saia coral
ela entra na noite,
balanceia e fuma
na rua de fama.
O sapato busca
o caminho obscuro.
A lua clareia
na cor de champanha.
Senhores carentes,
com olhos brilhantes,
com dedos dourados,
gostos desbotados,
vêm trocar o bálsamo,
pelas notas verdes,
vem bater as calças,
e virar fumaça.
A noite tropeça
no sol que burila
no pálido rosto.
E a rua se veste
na cor da ilusão.