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Máquina de Café

Com olhos inquietos
testemunhei café passando
em coador de algodão
O pretinho que caia no bule,
outra antiguidade,
entoava um ritmo quente
no despejar pausado
dentro das xícaras.
Havia ali segredos de mãe e tias
na água e pó na medida certa,
e na mão boa para a mistura.
Assim era como uma tarde fria
ficava perfumada de café.
Tudo isso sem nunca precisar
de manual de instrução.

  

Seção de Poemas, © (13/08/2005) Rosa Clement