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Meu Cachorro

Rosa Clement, © 2009

Meu cachorro cava,
cava, cava, cava.
Quer enterrar um osso
que ganhou no almoço.

Ele cava fundo,
fundo, muito fundo.
Talvez queira sair
do outro lado do mundo.

Meu cachorro late,
late, late, late
sempre que passa alguém
ou não passa ninguém.

Ele late forte,
forte, muito forte.
Deixa de prontidão
gatos de sul a norte.

Meu cachorro come,
come, come, come,
mas se for ração
ele não come, não.

Ele come frango,
frango, muito frango.
Quando ganha costela
só falta dançar tango.

Meu cachorro dorme,
dorme, dorme, dorme
no tapete macio
ou no cimento frio.

Ele dorme, sonha,
dorme e de repente,
levanta, gira e deita
e dorme novamente.

 

Depois que escrevi esse poema, meu cachorro morreu.

11-1995 a 06/10/2009

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